11 de jan de 2009

Gasolina aditivada?

Gasolina aditivada?

Gasolina aditivada, usar ou não usar? Muitas são as opiniões que divergem sobre seu uso, não pretendo influenciar por uma ou outra, mas levar o motivo até você leitor, dos motivos pelos quais, eu quando posso, utilizo a gasolina aditivada. Cito neste, minha experiência pessoal, informações coletadas com amigos motociclistas e mecânicos. 

Nossas motocicletas já têm a difícil tarefa de consumir gasolina de baixíssima qualidade e custo alto, no Brasil. A cada dia, perdemos a confiança nos distribuidores finais, que não cansam de inventar sofisticados sistemas, para angariar mais e mais lucros, com práticas ilegais de adulteração do produto. Quisera ser somente a maior adição de álcool na mistura, mas, não é isso que ocorre. Solventes são vilões adicionados à gasolina, e comprometem em muito, as borrachas vedantes e condutores do combustível.

O que fazer, quando tratamos desta péssima qualidade, aliada a fraudes? Pois que sabemos, nós motociclistas, que o motor de nossas motos é extremamente sensível, e requer combustível idôneo.

Aprendi, por tentativas e erros, em bate papos informais, e adotei a gasolina aditivada como a gasolina de opção para abastecimento em minha moto. De nada vale por si só, abastecer com produtos aditivados, conta muito, a idoneidade do posto que nos oferece o produto. Aprendi, que postos de abastecimento, em rodovias, que estão atrelados a grandes redes como Frango Assado, Graal, ou ainda redes de supermercados, possuem mais ética, e colocam a disposição do consumidor, gasolinas de boa qualidade, sem adulterações, pois não querem convir com tais irregularidades, bem como sempre ter seus clientes satisfeitos. As estradas paulistas contam com esta sorte, e este depósito de confiança.

É lógico, que nem por isso, postos desta monta, e até mesmo gasolinas diferenciadas estão a disposição em nossas estradas. O remédio é, com tanque vazio, colocar o mínimo possível até chegar a um posto de sua confiança, lógico, com margem de segurança, evitando pane seca. Já passei pelo dissabor de chegar a um posto de confiança, e jogar fora 10 litros de gasolina fora, usar mais uns 2 litros para lavar o tanque, para me livrar de um líquido que não me atrevo a chamar de gasolina, e pasmem, era aditivada! Sem culpa pelo nome atribuído, o posto que carregue toda a culpa.

Alta octanagem, aditivos, afinal, quais os benefícios e pontos negativos?

Há uma idéia errônea, que povoa a mente dos motociclistas e motoristas em geral, no tocante a gasolina de alta octanagem. De grosso modo, a alta octanagem, indica uma gasolina, que explode com mais dificuldade, mas em determinadas situações. A pressão e temperaturas elevadas na câmara de combustão, podem promover a queima antecipada, antes da fagulha da vela, da gasolina de baixa octanagem. Ou seja, gasolina de alto valor de octanagem, resiste à explosão, em situações citadas anteriormente, explodindo na hora certa, quando da fagulha, no máximo ponto superior do pistão, em seu curso dentro do cilindro. Isto ocorrendo, o motor desenvolverá a máxima potência a que foi projetado a gerar. Já gasolinas que possuem baixa octanagem, podem trabalhar contra a potência, podendo explodir antes que o pistão chegue a seu curso final e consecutiva fagulha, causada pelas condições de altas temperaturas e pressão. Lembro que altas temperaturas, são presentes em muitos motores arrefecidos a ar, e/ou motos com grande volume de carenagem.

Os aditivos são muito bem vindos, mantendo por sua ação “detergente” , (e geralmente a maioria dos aditivos são detergentes mesmo), a limpeza de bicos injetores, válvulas, carburadores, ou seja sistema de alimentação em geral. Promovem sobrevida do motor, e menos manutenção. 

Porém, como há a contaminação progressiva e natural do óleo lubrificante, pela queima do combustível, que chega ao mesmo pelos espaços naturais dos anéis de vedação, ou mesmo folgas por desgaste, critica-se os aditivos, por causar perdas físicas da viscosidade do óleo lubrificante e consequentemente diminuindo a eficácia de lubrificação, podendo levar ao comprometimento das peças banhadas pelo óleo. Para driblar tal fato, muitos mecânicos recomendam a troca de óleo a cada 3.000 km, juntamente com o filtro de óleo. Assim o faço, e peço de antemão desculpas a nossos ecologistas.

Portanto, a meu ver, na balança custo benefício, eu utilizo sim gasolina aditivada, e de alta octanagem, arcando com seu custo mais alto, quando posso, ou a encontro.
 
Longa vida a nossos motores!  


1 comentários:

Anônimo disse...

Na cidade de Boca da Mata, Alagoas um grupo de pessoas preocupadas com as fraudes em combustíveis apresenta abaixo um resumo de atividades ligadas ao assunto


Relatório dos estudos e desenvolvimentos visando chegar a métodos anti fraudes combustíveis



O grupo e composto de seis profissionais de diversos setores como

Refino de petróleo
Químicos
Outras atividades.
Esse grupo se reúne no mínimo uma vez por semana.

A primeira providencia do grupo foi recolher amostra de combustíveis tanto gasolina como álcool, de S.Paulo, Sergipe, Pernambuco e Alagoas, e os resultados, citamos abaixo.

ALCOOL HIDRATADO
Das 19 amostras 11 delas apresentaram presença de água teste simples com resultados

GASOLINA
Foram colhidas 53 amostras sendo que 31, fora dos padrões em relação a % de álcool, uma variação de 10 a 60%.
Veiculado pela imprensa, testes efetuados em S.Paulo foram encontrados 129 postos com combustíveis fora de padrão, equivalente a todos os postos do Acre.

Diante dos resultados o grupo iniciou estudos visando em primeiro tentar evitar fraudes nos álcoois.

ALCOOL ANIDRO E HIDRATADO
Aos dois foi colocado um reagente que tinha a função de detectar a presença de água, isto se acaso fosse adicionado água, imediatamente haveria uma sensível alteração, o álcool de límpido e claro, passaria para branco e leitoso, denunciando fraudes. O material oleoso no álcool quando da mistura final com a gasolina fica 0,125%

O reagente no caso seriam óleos vegetais, objeto de estudo do biodiesel na proporção de 0,5%.

Tem também uma formula que infelizmente já descartada pela ANP, que seria a inclusão ao álcool anidro de 10% de gasolina já nas Usinas, uma pré mistura, e esse álcool dificilmente seria fraudado, teria um único destino a mistura final, e o mesmo caminhão que retira o alcool já levaria a gasolina, as informações da ANP, a mistura e prerrogativa das misturadoras e comentario que iria contra uma logística.

Ao álcool anidro foi adicionado um corante de cor laranja cor da gasolina e sem querer torna se um coadjuvante de fraudes. Lembrando também que haveria um aumento de 0,5% na oferta desse álcool. Falando em litros não e nada mas falamos em bilhões de litros e so fazerem os cálculos, praticamente a produção de algumas usinas.

KIT ANTI FRAUDES GASOLINA
Anexo desenho explicativo
Determina em 30 segundos o teor de álcool contido, ate o consumidor poderá faze lo.
Este como e descartado não tem necessidade de testes em motores, nesse caso aprovado seriam milhões de fiscais que antes do abastecimento fariam os testes.

KIT ANTI FRAUDES ALCOOL ANIDRO E HIDRATADO
Anexo desenho explicativo
Indica quando o álcool recebeu água, e quanto, teste rápido também que poderá ser feito pelo consumidor, nos testes efetuados tem resultados assustadores.

LIMITADOR DE ALCOOL NA GASOLINA
Anexo desenho explicativo
Este processo o grupo considera o mais importante
Reagente poderá ser adicionado ao álcool anidro como também na gasolina pronta.
Esse processo não admite a adição de mais álcool alem do permitido, se adicionado 4% a mais, vai provocar uma separação do álcool da gasolina, inviabilizando sua comercialização, no caso os dois componentes teriam que passar por processos de purificação logo ...

Seria trocar 1,7% de reagente derivado do álcool, por fraudes que ultrapassam 60% ou mais, vale ainda destacar que se o reagente for adicionado nas Usinas esse álcool não poderá ter outro destino a não ser sua mistura com a gasolina, pois seu teor fica abaixo do álcool hidratado
Vale ainda destacar que o reagente do limitador e proveniente da extração da folha de cana, e que ira proporcionar 20.000 empregos na área com remuneração de R$ 450,00 mensais, seriam os colhedores de folhas e colmos. Este numero poderá dobrar, ou seja serão 40.000 somente acertando nossa formulação.
Obs. Já aumentamos para 40.000.
Observação importante, a mistura entre álcool e gasolina deve obedecer a seguinte regra. Álcool na gasolina, nunca gasolina no álcool.isto após a adição do reagente.
Outros aspectos favoráveis
1 aumento da oferta de gasolina 1,7%
2 não devera a gasolina sofrer alteração de preço pois o reagente e mais barato que a gasolina, a alteração se houver e para baixo.

Todas as formulas e processos foram enviadas a ANP Agencia Nacional do Petróleo e em resposta foi enviado um oficio 684 SQP, que solicita uma serie de testes, bancada, emissões, desempenho, durabilidade, etc.
No caso de aprovação desse tipo de mistura pode se também em pensar numa verticalização de produção do álcool, sai anidro e hidratado e estipula se um álcool de teor de pureza igual ao chamado hidratado, que na verdade na destilação representa resíduos da própria cana que fica no álcool,o que vai aumentar sensivelmente a produção e oferta do produto, facilitando também o limitador proposto.

Enviamos a São Paulo um dos elemento do grupo que tentou a realização de tais testes sem contudo conseguir, pois todas as universidades estão desenvolvendo o biodiesel.
Fomos também ao IPT Dr. Mauricio, sem sucesso, fomos a Empresa Falcon , Bauer Sr. Devair também sem sucesso, procuramos auxilio de distribuidores bandeira branca, também sem auxilio nenhum.

Por fim a ANP nos encaminha ao Centro de Pesquisas Tecnológicas em Brasília onde seremos recebido dia 23 de abril, para realização de testes e apresentação das formulas e métodos.
Fomos recebidos e explicamos nossos métodos e formulas e estamos aguardando o pronunciamento a respeito.

Obs.
A falta de acentos, problema com o computador
tel. 082 93325322
Claudeci Almeida Prado
Para nossa surpresa, após 2 meses recebemos uma carta da ANP-Brasilia, onde não foi feito nenhum teste em relação aos nossos métodos, o que nos fez entrar em contato com Ministério de Minas e Energia, Ministério da Justiça, Petrobras,Ouvidoria da ANP-Rio e Gabinete da Presidência da Republica e outros órgãos ligados ao setor. ISSO PARECE BRINCADEIRA. E DE MAU GOSTO.Para completar uma pergunta, alguém se lembra de algum método ou formula anti fraudes combustíveis, que foi feito ultimamente? A não ser a coloração do álcool anidro coadjuvante de fraudes e um batalhão de fiscais.
Atualizando
Em 09-04-2009, recebemos e mail do MME, onde nos informa que a ANP. Ira nos receber para as demonstrações. Onde sem duvida poderemos e teremos a oportunidade de provar o que esta escrito, e provar também a funcionabilidade dos métodos e formulas, simples porem eficaz.
Estamos esperando comunicação para que isso aconteça.
Em tempo estamos estudando o que fazer com o resíduo da extração das folhas de cana, fizemos um conglomerado anti térmico, mas estamos apenas iniciando testes, se alguém quiser ajudar por favor entrem em contato.